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domingo, 5 de março de 2017

Adega dos Apalaches , adega da serra no coração do pinhal !


Longe da vista ,não no fim do mundo,o principio da vida , surge numa aldeia esquecida com alma serrana e tradições ancestrais, É na Adega dos Apalaches que podemos celebrar o saber e sabor das gentes da serra .



A base de uma cultura gastronómica é sempre a pobreza - bem dizem os ingleses que a necessidade é mãe da invenção. Ou alguma vez o nosso receituário de bacalhau seria tão rico como é se o bacalhau, durante os séculos em que estimulou a criatividade caseira, estivesse ao preço que está hoje? Quem inventaria as iscas se pudesse comer sempre bifes do lombo? 



Adega dos Apalaches 


   Cabrito estonado ,maranhos , sopa da panela,grelhados de excelência, bem como  doces irresistíveis que fazem parte não do nosso imaginário mas sim desta adega com alma , serviço justo e atencioso a condizer com a hospitalidade do pinhal.                                                                                              



Cozinhar é talvez o mais privado e arriscado acto. No alimento se coloca  o saber, a ternura ou ódio.
É na panela que se verte tempero ou veneno. No fundo cozinhar não é serviço. Cozinhar é um modo de receber e amar os outros, sinta-se amado e venha ver o fogo que arde sem se ver na Adega dos Apalaches.


Fotos :Adega dos Apalaches 
Bem hajam 
Carlos Fernandes





terça-feira, 24 de março de 2015

Morte sem mestre o poeta oculto

O escritor e poeta português Herberto Hélder , considerado o mais importante entre os vivos deixou-nos esta manhã , partiu como chegou com a brandura e a singeleza dos sentimentos que sempre nos ofereceu.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista,bibliotecáriotradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em LuandaAngola, em 1971, onde sofreu um acidente grave. Também foi um dos colaboradores da efémera revista Pirâmide  (1959-1960).
É considerado um dos mais originais poetas de língua portuguesa. Era uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa, que recusou.
A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Em 1964 organizou com António Aragão o "1º caderno antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (Ver: Poesia Experimental Portuguesa). Escreveu entretanto "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra.

A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da imagem da Mãe.
Nascido no Funchal no dia 23 de Novembro de 1930 faleceu no dia 23 de Março de 2015, de causas ainda não divulgadas.
Na escrita como na vida só existe uma edição, que descanse em paz .
Bem Hajam 
Carlos Fernandes


  


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Uma paixão colorida um tesouro bem guardado Ciborro



 Estamos por terras de paixões coloridas. Mais precisamente na Aldeia de Valenças como era apelidada,(terras de Valenças ) Ciborro cuja palavra designava um dos muitos montes que integravam a Herdade do Paço. Passou a freguesia no ano de 1986.
Ciborro; aldeia Alentejana, localiza-se junto ao limite do concelho de Monte-Mor -Novo com o de Coruche . Aqui a azáfama de tempos idos, com grupos de mulheres na colheita do arroz , tomate , cereais são memórias bem presentes .
Aqui pode sentir o calmo ritmo da vida, o carinho e  a hospitalidade das gentes Ciborrenses

O Património cultural edificado no Ciborro é constituído pela igreja de São Lourenço e pelo vale das antas no Paço de Aragão . Todavia nos nossos dia a principal atracção é a Barragem da Atabueira e a prática de desportos náuticos, especialmente as actividades do Ski Clube do Alentejo, também de relevante interesse a pesca e a caça .

Mas é esta paisagem que nos deslumbra, este modo de vida calma que nos seduz. é no meio de soutos,olivais, rebanhos e varas de porco preto, sempre com a presença das Donas cegonhas e na companhia e saber destas gentes que nos sorriem em cada gesto que encontramos a paz de espírito .

Tal como o  trigo, Ciborro foi semeada nestas terras de Valenças,  entranhada  nestas paisagens que fomos encontrar um tesouro gastronómico ancestral o café Restaurante "Joel"


Mas vamos ao que interessa, este é daqueles tesouros únicos, num espaço modesto quiçá rústico e genuíno onde a autenticidade não é palavra vã .
À chegada um sorriso tímido mas simpático, só ao alcance do melhor entre os melhores, Dona Julieta mais que uma excelente cozinheira, uma amante da comida com saber , identidade e património estão presentes em cada prato.
Aqui as galinhas são sérias,os secretos de porco são divinos,  as lebres e coelhos têm  raça e são bravos  os doces esses são mesmo conventuais, a fruta é da terra, e os vinhos são intensos e justos que perduram no tempo .
Aqui o Alentejo celebra-se à mesa!!
ensopado de borrego

arroz de lebre

Galinha de cabidela
açorda de bacalhau

migas com entrecosto frito

Sericaia com ameixa
Isto sim ,o sabor é único, é nacional e não podia ser melhor!
Bem haja Dona Julieta, o seu tesouro é de respeitar é um louvor aos produtos desse mar de Alentejo, uma palavra também para sua bela equipa a Beatriz e ao Eddi , que maravilha de netos pudera com uma avó assim ..!
Esteja onde estiver o fundador desta casa "Joel" estará orgulhoso, assim  vale sempre a pena ter-se vivido o que se viveu .
Dona Julieta e Beatriz

Eddi o timoneiro de um balcão Alentejano
Na hora de partir, já temos saudades.
Já sabem o que vos espera, um sorriso simpático , iguarias únicas de um Alentejo maior, executadas por uma apaixonada dos saberes e sabores do nosso Alentejo .
Se optar por uma visita sentirão o pulsar de um povo , num prato de Alentejo , uma experiência única e genuína , bem haja Dona Julieta e sua equipe .
Prometo voltar em breve .
Bem hajam
Carlos Fernandes
Restaurante  Joel
Morada Avenida Nacional 90
7050-611 Ciborro
Portugal
Telefone
+351266847114