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sábado, 28 de março de 2015

Entre serras e pinheiros um oceano azul que nos brilha , um sabor que nos acompanha casa Peixoto


Entre serras e pinheiros um oceano de azul brilha a olhos vistos .Muradal em todo o seu esplendor , mais que uma serra , hoje um lugar de culto visitado por centenas de pessoas de bem com vida, de bem com o pinhal , enfim um mar de oceano azul.

Em dia de inauguração do Trilho Internacional dos Apalaches português, fomos visitar as terras do pinhal e participar neste evento que foi sem dúvida uma mais valia , um acontecimento não só para Oleiros e suas gentes , mas um evento de nível internacional , marcado pela hospitalidade de um povo de eleição que teima em não desistir.
Marcado pela qualidade da organização , pelo autêntico e genuíno que só Oleiros sabe oferecer.
Por estes dias o Festival do cabrito estonado e do maranho , imperam e oferecem uma azáfama e colorido ao concelho que nos motiva e surpreende.
Depois de uma bela caminhada fomos agraciados com um soberbo mata -bicho em Vilar Barroco-Estreito ao som de música folk. Mais tarde chegados ao Orvalho teremos uma ceia lusitana com trajes a rigor seguidos de um demonstração teatral , isto promete .
Um dia cheio de emoções e experiências únicas .
Nada melhor que o cheiro a terra o verde da serra e o calor da gente serrana, abriu-nos o apetite , decidimos ir ao encontro do tal cabrito estonado e maranho ancestral que tanta fama têm .
Em busca do genuíno do autêntico da tradição , escolhemos um oásis gastronómico repleto de histórias e sabores a Casa Peixoto.
A anfitriã de nome Anabela é um bom exemplo da hospitalidade e qualidade de serviço que nos agradou.No que às iguarias diz respeito, oh meu Deus , que delícia que sabor o cabrito estonado de eleição o maranho divino , para já não falarmos da espectacular chanfana que degustámos, acompanhados de um bom vinho tinto, para finalizar uma tijelada secular só ao alcance dos mais capazes.
Ir a Oleiros e não visitar a casa Peixoto é como ir a Roma e não visitar o Papa.
Apareçam e sejam felizes.


Bem hajam
Carlos Fernandes

quinta-feira, 26 de março de 2015

A encomendação das almas, tradições do Portugal distante


À noite , e à luz das velas ou de lanternas de azeite, grupos de mulheres trajando xailes pretos e encapotados entoam , em tom dolente , cânticos em memória das almas.
A Encomendação das Almas assenta na tradição católica que se fixou em algumas regiões, tendo como único objectivo a oração pelas Almas do Purgatório, ou seja, daqueles que já partiram mas ainda não se encontravam na comunhão com Deus, expiando ainda as suas faltas.

Por isso, durante a Quaresma, noite cerrada, grupos de pessoas, sobretudo homens, saíam das suas casas e percorrendo quer as ruas das aldeias, quer os caminhos próximos apelavam, aos que dormiam, para que não se esquecessem de orar pelas almas.

Nesta quadra ainda se conservam, um pouco por todo o país, celebrações  comportando práticas de apelação ou piedosas por intenção das almas. Enquanto umas se mantêm, outras acabaram por se perder no tempo, umas e outras evidenciando as suas longínquas proveniências.
É isso que lhe propomos venha viver, esta experiência neste Portugal profundo que teima em não morrer, sejam bem vindos !!
 Bem hajam 
Carlos Fernandes


terça-feira, 24 de março de 2015

Morte sem mestre o poeta oculto

O escritor e poeta português Herberto Hélder , considerado o mais importante entre os vivos deixou-nos esta manhã , partiu como chegou com a brandura e a singeleza dos sentimentos que sempre nos ofereceu.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista,bibliotecáriotradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em LuandaAngola, em 1971, onde sofreu um acidente grave. Também foi um dos colaboradores da efémera revista Pirâmide  (1959-1960).
É considerado um dos mais originais poetas de língua portuguesa. Era uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa, que recusou.
A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Em 1964 organizou com António Aragão o "1º caderno antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (Ver: Poesia Experimental Portuguesa). Escreveu entretanto "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra.

A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da imagem da Mãe.
Nascido no Funchal no dia 23 de Novembro de 1930 faleceu no dia 23 de Março de 2015, de causas ainda não divulgadas.
Na escrita como na vida só existe uma edição, que descanse em paz .
Bem Hajam 
Carlos Fernandes


  


sexta-feira, 20 de março de 2015

Dos brancos cristalinos aos vermelhos intensos de paixão


Os vermelhos e castanhos dourados dos nossos montes transformam-se num branco e rosa cristalino, sentem-se novas emoções, esperanças renovadas sentimentos genuínos e cá estamos nós para receber de braços abertos a Primavera, e com ela partilhar o seu triunfo .
Flor de cerejeira significa a beleza feminina simboliza o amor, a felicidade, a renovação, e a esperança. A cerejeira ou cerdeira é bela desde a flor até ao apetitoso fruto, a sua transformação é um espectáculo único com um final feliz .Talvez por isso o seu fruto a cereja seja considerado o maior símbolo de sensualidade, erotismo e sexualidade, principalmente pela sua cor vermelha intensa.

A cerejeira fica pouco tempo florida,  as suas flores representem a fragilidade da vida , cuja maior lição é aproveitar ao máximo cada momento, pois o tempo não perdoa, passa rápido e a vida é curta .
Atrevam-se ,inspirem-se, vivam, saiam da zona de conforto e venham assistir ao triunfo da Primavera, a Cova da Beira espera por vós .
Bem hajam
Carlos Fernandes



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Uma paixão colorida um tesouro bem guardado Ciborro



 Estamos por terras de paixões coloridas. Mais precisamente na Aldeia de Valenças como era apelidada,(terras de Valenças ) Ciborro cuja palavra designava um dos muitos montes que integravam a Herdade do Paço. Passou a freguesia no ano de 1986.
Ciborro; aldeia Alentejana, localiza-se junto ao limite do concelho de Monte-Mor -Novo com o de Coruche . Aqui a azáfama de tempos idos, com grupos de mulheres na colheita do arroz , tomate , cereais são memórias bem presentes .
Aqui pode sentir o calmo ritmo da vida, o carinho e  a hospitalidade das gentes Ciborrenses

O Património cultural edificado no Ciborro é constituído pela igreja de São Lourenço e pelo vale das antas no Paço de Aragão . Todavia nos nossos dia a principal atracção é a Barragem da Atabueira e a prática de desportos náuticos, especialmente as actividades do Ski Clube do Alentejo, também de relevante interesse a pesca e a caça .

Mas é esta paisagem que nos deslumbra, este modo de vida calma que nos seduz. é no meio de soutos,olivais, rebanhos e varas de porco preto, sempre com a presença das Donas cegonhas e na companhia e saber destas gentes que nos sorriem em cada gesto que encontramos a paz de espírito .

Tal como o  trigo, Ciborro foi semeada nestas terras de Valenças,  entranhada  nestas paisagens que fomos encontrar um tesouro gastronómico ancestral o café Restaurante "Joel"


Mas vamos ao que interessa, este é daqueles tesouros únicos, num espaço modesto quiçá rústico e genuíno onde a autenticidade não é palavra vã .
À chegada um sorriso tímido mas simpático, só ao alcance do melhor entre os melhores, Dona Julieta mais que uma excelente cozinheira, uma amante da comida com saber , identidade e património estão presentes em cada prato.
Aqui as galinhas são sérias,os secretos de porco são divinos,  as lebres e coelhos têm  raça e são bravos  os doces esses são mesmo conventuais, a fruta é da terra, e os vinhos são intensos e justos que perduram no tempo .
Aqui o Alentejo celebra-se à mesa!!
ensopado de borrego

arroz de lebre

Galinha de cabidela
açorda de bacalhau

migas com entrecosto frito

Sericaia com ameixa
Isto sim ,o sabor é único, é nacional e não podia ser melhor!
Bem haja Dona Julieta, o seu tesouro é de respeitar é um louvor aos produtos desse mar de Alentejo, uma palavra também para sua bela equipa a Beatriz e ao Eddi , que maravilha de netos pudera com uma avó assim ..!
Esteja onde estiver o fundador desta casa "Joel" estará orgulhoso, assim  vale sempre a pena ter-se vivido o que se viveu .
Dona Julieta e Beatriz

Eddi o timoneiro de um balcão Alentejano
Na hora de partir, já temos saudades.
Já sabem o que vos espera, um sorriso simpático , iguarias únicas de um Alentejo maior, executadas por uma apaixonada dos saberes e sabores do nosso Alentejo .
Se optar por uma visita sentirão o pulsar de um povo , num prato de Alentejo , uma experiência única e genuína , bem haja Dona Julieta e sua equipe .
Prometo voltar em breve .
Bem hajam
Carlos Fernandes
Restaurante  Joel
Morada Avenida Nacional 90
7050-611 Ciborro
Portugal
Telefone
+351266847114

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Museu do Barro



O Museu do Barro, localizado no antigo Convento de Santo António, assume-se como um equipamento de extrema importância na preservação e revitalização da olaria tradicional de Redondo. 

No Museu do Barro, o visitante poderá acompanhar o percurso histórico da olaria redondense, bem como apreciar e adquirir peças representativas das várias formas de trabalhar o barro. 



Para além da sua vertente museológica, o Museu do Barro oferece também, uma vertente lúdica e pedagógica cujo objectivo passa pela sensibilização dos jovens, face a uma das tradições mais vincadas do concelho de Redondo.




Visitas guiadas
O Museu do Barro disponibiliza aos seus visitantes a possibilidade de fazerem visitas guiadas ou de poderem assistir a demonstrações com oleiro presente. É necessário marcar préviamente.

Um museu com identidade, história e sem dúvida uma imagem forte deste nosso Alentejo de paixão .

Bem hajam 
Carlos Fernandes

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Minderico Piação do Ninhou


O Minderico ou Piação dos Charales do Ninhou (língua dos habitantes de Minde) é a variante linguística falada em Minde desde o século XVIII. Inicialmente esta variante funcionava como código conhecido apenas pelos fabricantes e comerciantes das mantas de Minde. Como era utilizada apenas por um grupo restrito, era até então um sociolecto.
Fruto de uma comunidade isolada, localizada numa depressão fechada entre os Planaltos de Santo António e de São Mamede, em pleno Maciço Calcário Estremenho, o minderico, inicialmente enquanto língua secreta, era semelhante a variantes que encontramos noutros grupos e comunidades étnicas específicas espalhadas pelo mundo que usam “termos e expressões de defesa”, isto é, palavras e expressões que permitem aos membros dessa comunidade falar entre si sem darem a conhecer o significado dessa comunicação a outros. Porém, o minderico ultrapassou as barreiras do secretismo e alargou-se não só as todos os grupos sociais da comunidade minderica como passou a ser usado em todos os contextos sociais (não só para o negócio). Esta evolução – de língua secreta a língua do quotidiano – não é exclusiva do minderico, tendo-se registado já noutras comunidades em diferentes partes do mundo.

Em muitos dos lexemas mindericos é notória a sua origem em imagens do quotidiano, que passam de forma figurativa para a linguagem, mas também, embora em menor quantidade, através de alterações do português vernáculo, não esquecendo também os desenvolvimentos propriamente mindericos. Nomes de pessoas da
terra deram origem a expressões que designam profissões ou atributos humanos. O minderico é ainda hoje conhecido pela maioria da população adulta, embora por influência da alteração dos costumes, haja uma acentuada tendência para o seu desuso e esquecimento entre os mais jovens.

A antiga linguagem dos mercadores de colchas sobrevive ainda hoje por terras de Minde, concelho de Alcanena. Não se sabe quantas pessoas continuam a linguajar a «Piação dos Charales do Ninhou». Certo é que termos actuais como televisão já entraram para o vocabulário de uma variedade linguística que teima em não querer morrer e que conta com defensores acérrimos

Bem hajam 
Carlos Fernandes