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sexta-feira, 20 de março de 2015

Dos brancos cristalinos aos vermelhos intensos de paixão


Os vermelhos e castanhos dourados dos nossos montes transformam-se num branco e rosa cristalino, sentem-se novas emoções, esperanças renovadas sentimentos genuínos e cá estamos nós para receber de braços abertos a Primavera, e com ela partilhar o seu triunfo .
Flor de cerejeira significa a beleza feminina simboliza o amor, a felicidade, a renovação, e a esperança. A cerejeira ou cerdeira é bela desde a flor até ao apetitoso fruto, a sua transformação é um espectáculo único com um final feliz .Talvez por isso o seu fruto a cereja seja considerado o maior símbolo de sensualidade, erotismo e sexualidade, principalmente pela sua cor vermelha intensa.

A cerejeira fica pouco tempo florida,  as suas flores representem a fragilidade da vida , cuja maior lição é aproveitar ao máximo cada momento, pois o tempo não perdoa, passa rápido e a vida é curta .
Atrevam-se ,inspirem-se, vivam, saiam da zona de conforto e venham assistir ao triunfo da Primavera, a Cova da Beira espera por vós .
Bem hajam
Carlos Fernandes



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Uma paixão colorida um tesouro bem guardado Ciborro



 Estamos por terras de paixões coloridas. Mais precisamente na Aldeia de Valenças como era apelidada,(terras de Valenças ) Ciborro cuja palavra designava um dos muitos montes que integravam a Herdade do Paço. Passou a freguesia no ano de 1986.
Ciborro; aldeia Alentejana, localiza-se junto ao limite do concelho de Monte-Mor -Novo com o de Coruche . Aqui a azáfama de tempos idos, com grupos de mulheres na colheita do arroz , tomate , cereais são memórias bem presentes .
Aqui pode sentir o calmo ritmo da vida, o carinho e  a hospitalidade das gentes Ciborrenses

O Património cultural edificado no Ciborro é constituído pela igreja de São Lourenço e pelo vale das antas no Paço de Aragão . Todavia nos nossos dia a principal atracção é a Barragem da Atabueira e a prática de desportos náuticos, especialmente as actividades do Ski Clube do Alentejo, também de relevante interesse a pesca e a caça .

Mas é esta paisagem que nos deslumbra, este modo de vida calma que nos seduz. é no meio de soutos,olivais, rebanhos e varas de porco preto, sempre com a presença das Donas cegonhas e na companhia e saber destas gentes que nos sorriem em cada gesto que encontramos a paz de espírito .

Tal como o  trigo, Ciborro foi semeada nestas terras de Valenças,  entranhada  nestas paisagens que fomos encontrar um tesouro gastronómico ancestral o café Restaurante "Joel"


Mas vamos ao que interessa, este é daqueles tesouros únicos, num espaço modesto quiçá rústico e genuíno onde a autenticidade não é palavra vã .
À chegada um sorriso tímido mas simpático, só ao alcance do melhor entre os melhores, Dona Julieta mais que uma excelente cozinheira, uma amante da comida com saber , identidade e património estão presentes em cada prato.
Aqui as galinhas são sérias,os secretos de porco são divinos,  as lebres e coelhos têm  raça e são bravos  os doces esses são mesmo conventuais, a fruta é da terra, e os vinhos são intensos e justos que perduram no tempo .
Aqui o Alentejo celebra-se à mesa!!
ensopado de borrego

arroz de lebre

Galinha de cabidela
açorda de bacalhau

migas com entrecosto frito

Sericaia com ameixa
Isto sim ,o sabor é único, é nacional e não podia ser melhor!
Bem haja Dona Julieta, o seu tesouro é de respeitar é um louvor aos produtos desse mar de Alentejo, uma palavra também para sua bela equipa a Beatriz e ao Eddi , que maravilha de netos pudera com uma avó assim ..!
Esteja onde estiver o fundador desta casa "Joel" estará orgulhoso, assim  vale sempre a pena ter-se vivido o que se viveu .
Dona Julieta e Beatriz

Eddi o timoneiro de um balcão Alentejano
Na hora de partir, já temos saudades.
Já sabem o que vos espera, um sorriso simpático , iguarias únicas de um Alentejo maior, executadas por uma apaixonada dos saberes e sabores do nosso Alentejo .
Se optar por uma visita sentirão o pulsar de um povo , num prato de Alentejo , uma experiência única e genuína , bem haja Dona Julieta e sua equipe .
Prometo voltar em breve .
Bem hajam
Carlos Fernandes
Restaurante  Joel
Morada Avenida Nacional 90
7050-611 Ciborro
Portugal
Telefone
+351266847114

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Museu do Barro



O Museu do Barro, localizado no antigo Convento de Santo António, assume-se como um equipamento de extrema importância na preservação e revitalização da olaria tradicional de Redondo. 

No Museu do Barro, o visitante poderá acompanhar o percurso histórico da olaria redondense, bem como apreciar e adquirir peças representativas das várias formas de trabalhar o barro. 



Para além da sua vertente museológica, o Museu do Barro oferece também, uma vertente lúdica e pedagógica cujo objectivo passa pela sensibilização dos jovens, face a uma das tradições mais vincadas do concelho de Redondo.




Visitas guiadas
O Museu do Barro disponibiliza aos seus visitantes a possibilidade de fazerem visitas guiadas ou de poderem assistir a demonstrações com oleiro presente. É necessário marcar préviamente.

Um museu com identidade, história e sem dúvida uma imagem forte deste nosso Alentejo de paixão .

Bem hajam 
Carlos Fernandes

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Minderico Piação do Ninhou


O Minderico ou Piação dos Charales do Ninhou (língua dos habitantes de Minde) é a variante linguística falada em Minde desde o século XVIII. Inicialmente esta variante funcionava como código conhecido apenas pelos fabricantes e comerciantes das mantas de Minde. Como era utilizada apenas por um grupo restrito, era até então um sociolecto.
Fruto de uma comunidade isolada, localizada numa depressão fechada entre os Planaltos de Santo António e de São Mamede, em pleno Maciço Calcário Estremenho, o minderico, inicialmente enquanto língua secreta, era semelhante a variantes que encontramos noutros grupos e comunidades étnicas específicas espalhadas pelo mundo que usam “termos e expressões de defesa”, isto é, palavras e expressões que permitem aos membros dessa comunidade falar entre si sem darem a conhecer o significado dessa comunicação a outros. Porém, o minderico ultrapassou as barreiras do secretismo e alargou-se não só as todos os grupos sociais da comunidade minderica como passou a ser usado em todos os contextos sociais (não só para o negócio). Esta evolução – de língua secreta a língua do quotidiano – não é exclusiva do minderico, tendo-se registado já noutras comunidades em diferentes partes do mundo.

Em muitos dos lexemas mindericos é notória a sua origem em imagens do quotidiano, que passam de forma figurativa para a linguagem, mas também, embora em menor quantidade, através de alterações do português vernáculo, não esquecendo também os desenvolvimentos propriamente mindericos. Nomes de pessoas da
terra deram origem a expressões que designam profissões ou atributos humanos. O minderico é ainda hoje conhecido pela maioria da população adulta, embora por influência da alteração dos costumes, haja uma acentuada tendência para o seu desuso e esquecimento entre os mais jovens.

A antiga linguagem dos mercadores de colchas sobrevive ainda hoje por terras de Minde, concelho de Alcanena. Não se sabe quantas pessoas continuam a linguajar a «Piação dos Charales do Ninhou». Certo é que termos actuais como televisão já entraram para o vocabulário de uma variedade linguística que teima em não querer morrer e que conta com defensores acérrimos

Bem hajam 
Carlos Fernandes


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Botequim é de todos e não pertence a ninguém







Decorria o ano de 1968, quando Lisboa ficou mais culta, mais atenta e interventiva,pelas mãos de Natália Correia,Isabel Meyrelles,Júlia Marenha e Helena Roseta, abriu portas o Botequim
Foi ali que, durante as décadas de 70 e 80, se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa, de Fernando Dacosta a David Mourão-Ferreira, António Alçada Baptista, José-Augusto França, Luiz Pacheco, Ary dos Santos e José Cardoso Pires.


A história do Botequim, na Graça, Lisboa, está intimamente ligada à intelectualidade à liberdade e luta por Abril . Trata-se de um local que funcionou como abrigo a várias personalidades da cultura portuguesa e onde se organizaram tertúlias clandestinas, de forma a fugir ao raio de intervenção da PIDE/DGS – Polícia Internacional e de Defesa do Estado, que vigorou durante a ditadura de António de Oliveira Salazar primeiro, e Marcelo Caetano depois.


Em 1993 , após o falecimento de Natália Correia o bar viria a ser encerrado,. Reabre mais tarde como sede da Fundação José Afonso   e posteriormente como livraria infantil.
 O espaço, esse, não é dos mais amplos que vai encontrar na capital, mas é um dos mais acolhedores. Poucas mesas, decoração a fazer viajar no tempo, rádios da década de 50, discos de Zeca Afonso e, claro, fotografias de Natália Correia.
A música é suave. Quase não se nota, mas o que se ouve é bom e agradável. Música popular portuguesa, jazz, blues e, por vezes, alguns ritmos mais electrónicos, ainda que estes pertençam ao lote dos que não provocam fortes abalos no nosso bem-estar.

Por falar em música, convém referir que por aqui, a solo, passam alguns dos nomes que marcam a actualidade portuguesa. Samuel Úria ou Diego Armés já lá actuaram. Para gente menos conhecida o Botequim da Graça é, igualmente, um bar que oferece oportunidades. É comum ver, durante a semana, artistas a solo ou acompanhados a oferecerem pequenos concertos intimistas. A leitura de poesia também consta regularmente na programação.
Vinho e cerveja são as bebidas mais consumidas, ainda assim, a carta oferece muito mais. Ponchas da Madeira, Rum com Chocolate, entre outros líquidos igualmente exóticos, podem ser encontrados nos sugestivos menus onde constam, também, produtos que matam a fome. Destaque para a Sopa de Cogumelos com Broa de Milho, Salada de Pimentos ou a Tosta de Atum com Espinafres. Apesar de pequena, a cozinha também funciona bem…


Já com os anos 70 e 80 distantes, mas não esquecidos, o Botequim aparece no século XXI convicto a não cortar com o passado. As mesas estão cheias, há música portuguesa ao vivo, poesia, vinho, sopa, pão e o miradouro da Graça a apenas cem metros.

Bar Botequim da Graça
Largo da Graça, 79/80, Lisboa
Telefone: 21 888 85 11
Bem Hajam
Carlos Fernandes


sábado, 31 de janeiro de 2015

O comboio real

Construído em meados do século XIX, o comboio é composto pela locomotiva Dom Luís, outrora considerada a mais rápida do mundo, a carruagem “salão Príncipe Dom Carlos” (oferecido ao rei D. Carlos pelos seus pais, D. Luís e D. Maria Pia) e ainda a carruagem “salão Dona Maria Pia”, oferecido à rainha pelo seu pai, Vítor Emanuel II de Itália.
São duas carruagens de luxo, com aposentos dignos da realeza que, se encontram no núcleo museológico ferroviário de Santarém, onde poderão ser de novo visitados. A assinalar cinco anos de existência, a Fundação Museu Nacional Ferroviário construiu também um simulador de condução ferroviária. Uma inovação que permite aos visitantes conduzir, de forma quase real e no lugar do motorista, vários modelos de comboios, em várias linhas ferroviárias nacionais, como por exemplo a linha do Norte.

Uma experiência marcante para desfolhar a história de Portugal
Bem hajam 
Carlos Fernandes




Tirar Sortes


"Tirar Sortes"


            “Dava-se o nome” em Janeiro. Juntavam-se os moços daquele ano, estes contratavam um tocador de concertina e punham-se a caminho de Castelo de Vide, pois era nos Paços do Concelho que se iam alistar para a tropa (20 anos). Para a ocasião mandava-se fazer um fato inteiro e bordar uma bolsa nova, onde levavam a merenda. Enfeitavam uma carroça e era assim que faziam o caminho até á vila acompanhados do tocador e de um garrafão de cinco litros de vinho.
            Mais ou menos em Junho iam “tirar sortes”, também em Castelo de Vide. Esses mesmos rapazes mandavam deitar um pregão anunciando um baile (pago por eles), na Sociedade Recreativa e Musical, para essa noite quando voltassem.
            Aqueles que já estavam noivos, ofereciam um anel á rapariga e elas ofereciam-lhe um alfinete de gravata ou uma corrente de relógio. Aqueles que eram só namorados, a moça dava um lenço bordado ou uma camisa, mas esta já não recebia anel. Geralmente as amigas ofereciam lenços de cachine para pôr ao pescoço.
            Quando chegavam da Vila, as pessoas podiam ver qual tinha sido a sorte de cada um, pois traziam uma fita no braço da cor que lhes tinha calhado. O verde era espera, a branca ficavam livres e só o vermelho para os apurados. A meio do baile havia sempre a dança dos mancebos, em que cada qual “puxava” a noiva ou a moça que trazia debaixo d`olho.
            Ás vezes era nesses bailes que o povo ficava a saber quais os namoros que ainda não eram oficiais.

                                                                                                          Elisabeth Arez 


Bem hajam 
Carlos Fernandes