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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Um pitéu alfacinha


Localizada na Baixa de Lisboa, desde 1930 na rua dos Bacalhoeiros, conserva para além de peixe, a traça e a calçada portuguesa original. Um local ainda à antiga, com coloridas prateleiras em madeira e um atendimento simpático e personalizado. As três marcas de produtos da conserveira são a Tricana, Prata do Mar e Minor, todas utilizam peixe fresco português. Aqui vendem-se conservas de sardinha como todos os sabores: limão, caril, tomate, cravinho, entre outros. Para além dos clássicos de atum e sardinha, salientamos as ovas de sardinha, as anchovas, o bacalhau, as lulas e o mexilhão. Para além da excelente qualidade do produto, a embalagem continua a ter os antigos rótulos, actualmente considerados vintage.

Um pitéu bem alfacinha, das sardinhas , cavalinhas ás postas de atum,um universo só nosso para descobrir .

Bem hajam 
Carlos Fernandes

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Paixões de Minho


A sobrecarga decorativa do traje, sobretudo
o uso e o abuso do ouro, no Norte do
País, esconde, ou melhor, revela a rivalidade
de ser a mais bela, a mais rica, a es -
colhida, em resumo, a mordoma. Esta
tem um traje próprio, azul-escuro ou ne -
gro, mas cintilante, nos seus bordados e
nos seus ouros. Na ânsia de apagar o
corpo, abria-se em profusão ornamental
adjacente. O poder económico também
se espelha na indumentária, na medida
em que o ouro corresponde a um investimento
que torna visível, perante a comunidade,
as posses da sua proprietária. Por
outro lado, o valor fiduciário dos ouros
era facilmente transaccionável, o que
equivalia a ser uma poupança utilizável
em momentos mais difíceis. Os ouros podiam ser vendidos e comprados
sempre que necessário. Convinha ter bastantes para valer em situações
financeiramente mais complexas. A ostentação deste luxo rural também en
gendrava conflitos e tensões, que deram azo a inimizades
entre as vizinhas e as próprias freguesias.
Amores e ódios que perduravam por gerações...
Voltando à mulher minhota e à simbologia real
da sua figura, não poderá deixar de se ter em con -
ta algumas formas do muito ouro que a reveste: as
laças, o coração, os brincos à rei e os brincos à
Noiva e noivo do Minho
Trajes de festa
Acessórios femininos de festa
Brincos «à rainha»
rainha. Qualquer destas peças essenciais da ourivesaria nortenha é, estilisticamente,
barroca, ou melhor, rocaille. Coincide, pela composição e pelos
ornatos, com a gramática designada como D. Maria.
A laça da ourivesaria popular deve o seu formato à intervenção real. Tem
sido tradicionalmente atribuída a D. Maria Ana de Áustria a célebre Laça de
Esmeraldas, pertencente às jóias da Coroa. Presumivelmente, a rainha tê-la-á
oferecido a uma das suas netas. Idêntica laça também está presente no
conhecido retrato da rainha D. Mariana Vitória, mulher de D. José, datado
de c. 1750. E mais laças se poderiam referir, nos retratos da aristocracia portuguesa,
nomeadamente dos finais do século XVIII.

A forma, o aparato e a magnificência das laças usadas pelas rainhas, não só
deve ter tido um enorme impacte visual, como criou o desejo entre as mu -
lheres portuguesas, ricas ou pobres, aristocráticas ou plebeias de ter algo de
semelhante, tendo-se transformado numa jóia popular. Algumas variações
da laça e a sua estilização vieram criar a peça mais original da ourivesaria portuguesa
que é comummente designada como a laça.
Não se poderá também esquecer o voto de D. Maria I e a sua devoção ao
Cora ção de Jesus: se tivesse um filho varão, mandaria erguer uma basílica.
Assim foi. E, em 1789, foi sagrada a Basílica da Estrela, «o primeiro edifício
no mundo a ser dedicado ao Coração de Jesus e que tanta divulgação haveria
de ter durante o romântico século XIX» 38. A forma do coração, que é
comummente ligada à simbologia do amor profano, remete, como se vê,
para a ordem do amor divino e da acção de graças pela dádiva do Céu. É
nesta época que se padroniza, até aos nossos dias, a forma deste coração assimétrico
e com ornatos ao gosto rocaille. É ainda o Coração de Jesus que, a
partir de 1789, D. Maria I manda timbrar nas mais importantes condecora-
ções portuguesas: as Ordens de Cristo, Avis e Santiago 39.
É, pois, o Coração de Jesus que as mulheres portu
guesas e, nomeadamente, as do Norte do País
usam ao peito. Apesar do aspecto barroco, estão
hoje apenas conotados com a forte e reconhecida
vertente lírica do Povo português. Também setecentistas,
barrocas e contemporâneas de D. Maria I, são
as formas dos brincos à rei e à rainha. A distinção
Acessórios femininos de festa
Pendente em forma de coração 
dos mesmos reside na forma esguia dos primeiros, representação estilizada,
com laço, do símbolo fálico, enquanto os outros, são volumosos, desenhando
formas arredondadas e curvilíneas. Tanto uns como outros contêm a configuração
ou a ideia de laça, uma das estruturas base da joalharia deste País.
Há a referir ainda a imagem da Senhora da Conceição, em esmalte, que fi -
gura em medalhas, medalhões e alfinetes de raiz popular. Esta figuração
constitui a resposta popular a um gesto real: D. Carlota Joaquina cria, por
favor régio, a Ordem das Damas Nobres de Santa Isabel, em 1804. Era uma
condecoração em honra da Rainha Santa, destinada só a senhoras, agraciando
assim as aias e damas que a acompanhavam e/ou a visitavam. A nível
popular, este gesto foi repetido com a prática generalizada a nível nacional
de ter a Padroeira de Portugal colocada ao peito. Este uso teve a sua moda.
Passou, desde meados do século XIX, a ser usado fora da capital, mas sobretudo
no Norte do País.


Além dos fios, cordões, grilhões e cadeias, compostos por elos de ouro, deverão
referir-se como peças invariantes da ourivesaria nacional, os colares de
contas, as argolas e as arrecadas. Qualquer uma destas peças tem raízes milenares
40. Constituem uma preservação de técnica e de formato. São indiscutivelmente
usadas por qualquer estrato social. São objectos do quotidiano.
Atravessaram os tempos, fiéis à sua concepção original, com pequenas varia-
ções. Representam mais três estruturas base da joalharia tradicional. Foram
celtas e castrejas, fenícias, romanas, visigodas e mouriscas, enfeitaram rainhas
e camponesas, compõem o colo e as orelhas da operária, da burguesa e
da feminista.
Espelham um modo de ourar português e reflectem o gosto por este material
nobre. Deverá todavia acrescentar-se que o diálogo espontâneo e natural
da mulher lusitana com estas peças de ouro é uma constante cultural 41.
Várias influências desembocam nesta tradição. «Une tradition, c’est l’action
par laquelle on transmet quelque chose; et, par extension, ce qui est transmis. La
tradition, selon Guénon, c’est ce qui est transmis à partir d’une origine humaine
et qui touche donc au surnaturel»
A associação do ouro com o Sol, a festa e a alegria é demasiado conhecida e
facilmente detectável entre nós, e poderíamos novamente invocar o grande
eixo geográfico cultural que separa o Litoral da zona serrana para delimitar
as gra dações do seu uso. Com forte incidência no Norte vai diminuindo a
presença do ouro para as planícies do Sul e rareando no interior do País. O
mesmo eixo é válido para a coloração dos tecidos, como se referiu anteriormente,
e para a manufactura dos têxteis.
Texto: Madalena Braz Teixeira


Bem hajam 
Carlos Fernandes

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A paisagem é tudo


O que é a paisagem?
A paisagem é tudo. É um diagnóstico de uma organização humana do
território. A paisagem não é natural. É construída com elementos naturais.
É do Homem, como uma casa. O Homem faz a paisagem com materiais
vivos e com solo duro. É uma construção artificial, baseada nas leis da
Natureza. Os seus elementos estão sujeitos à Lei da Vida. Portanto, há
uma dinâmica e lógica da paisagem, da parte essencial da paisagem. Não
podemos separar a paisagem e tratá-la como uma “coisa” para o turismo
ou como um valor apenas de cenário.
Com que olhos as pessoas da cidade vêem o mundo
rural?
O mundo urbano olha para o mundo rural de variadíssimas maneiras:
uns com saudades, porque se lembram da sua terra; outros como um
sítio óptimo para se passear e merendar e outros como algo que é 
miserável. São as três vistas urbanas. Aqueles que pensam que é miserável,
vieram da miséria, recentemente, para a cidade. Renegam as origens. Os
emigrantes fugiram porque se vivia muito mal nas aldeias. Foram-se
embora não com saudade, mas com inveja de cá não ser como lá. As
duas últimas gerações vêem a coisa de maneira totalmente diferente. Se
for ao Norte, a primeira geração de emigrantes tinha que mostrar que
não era miserável. As casas ostentavam luxo. Os filhos e os netos já não
querem aquela casa. Hoje, ou mora lá uma tia velha, a apodrecer de
reumático ou está fechada. Quando a segunda e a terceira geração
regressa, volta para recuperar as casas antigas da aldeia.
Numa entrevista à revista Visão (14 de Agosto de 2003)
referiu a existência de “uma política de desprestígio do
mundo rural” por parte do mundo urbano. Há uma
visão negativa do mundo rural por parte dos urbanos?
Não é uma visão das pessoas da cidade, é dos responsáveis. Senão não
víamos os disparates que vão aí pelas autarquias, em termos de
planeamento, com as fontes luminosas, os relvados à escocesa, etc. Estão
agora a começar a destruir Guimarães, destruíram Braga, destruíram
Vila Real, transformando toda a sua envolvência e intervenção rural em
espaços para construir desde moradias até blocos monstruosos.
Concretizando…
Os Governos, os responsáveis políticos, os economistas e a mentalidade
urbana, influenciada pelo poder, disseram que a agricultura estava
condenada no país, caso não se transformasse num sector de grandes
empresas agro-industriais e de monoculturas extensivas. Esta política
presidiu à florestação, para o fornecimento das empresas de celulose,
tendo o fim trágico a que assistimos este Verão e que, possivelmente, irá
repetir-se se não houver uma mudança de 360 graus do que se pensa
que é a agricultura e a ruralidade. As universidades viram na agricultura,
não uma cultura, mas uma economia. O que não quer dizer que uma
cultura não tenha que ter uma base económica. Não pode ser,
exclusivamente, uma economia. Tem que ter uma base cultural. Grande
parte da identidade do país e da sua independência resultam da identidade
cultural, tendo por factor fundamental a agricultura. A agricultura
condiciona totalmente, é a matriz da paisagem total, da paisagem global.
Gonçalo Ribeiro Telles
“A Paisagem é Tudo”
Gonçalo Ribeiro Telles, engenheiro agrónomo e arquitecto paisagista, ecologista desde a
primeira hora, Professor Catedrático, co-fundador do Partido Popular Monárquico e do
Movimento O Partido da Terra, mentor da política nacional de Ambiente e Ordenamento
do Território, Secretário de Estado do Ambiente, Ministro de Estado e da Qualidade de
Vida, deputado, alfacinha desassossegado e homem de bem e sapiência, é um marco
incontornável do universo semântico e físico da Paisagem tout court.
No atelier do mestre Ribeiro Telles, o Pessoas e Lugares recebeu uma lição sobre a
ausência de fronteiras entre a paisagem rural e a paisagem urbana...
A política florestal está a ser um desastre. Num país mediterrânico a
floresta faz parte do teatro agrícola e o teatro agrícola faz parte do teatro
da floresta. Agora dizem que vão manter uns corredores agrícolas por
causa dos incêndios. Mas com os corredores agrícolas, aparece população,
população que eles não querem lá, porque senão tem o problema das
escolas. Por que é que estão a despejar as escolas? Não há crianças. É
um círculo vicioso. É provocado pelo modelo económico, que não é um
modelo de desenvolvimento. Quando se fecha uma escola, a região é
mandada para o “galheiro”. Não tem gente, porque puseram lá uma
monocultura. A população não fica lá “a ver crescer o pau” que ainda
por cima não é deles.
Faz sentido optar por um modelo de “desenvolvimento”
em que mais de metade do país está despovoado?
Não faz sentido nenhum. O resultado está à vista. O mais grave é a falta
até de identidade cultural do país. Uma pessoa para poder ser patriota
tem que organizar-se em função do local onde nasceu, do local onde
vive, do cemitério, do futuro... Estragaram isso tudo. O indivíduo fica
ligado a uma empresa. Mais uma razão para as comunidades não serem
urbanas, mas sim territoriais. É terra, a “nossa terra”, ninguém diz o
“nosso urbano”. Isto é trágico.
Qual é o futuro da paisagem?
O futuro da paisagem está intimamente relacionado com o nosso futuro.
A paisagem não é um ordenamento, não é um bilhete postal ilustrado,
não é uma fonte de receita por si própria, representa a identidade cultural
do País e a natureza equilibrada de instalação da população. O futuro da
paisagem está comprometido pela agricultura, a floresta, o urbanismo,
por toda uma política que cria soluções temporárias de riqueza.
Continuamos a viver do quotidiano e com uma imagem errada do país.
Continuamos a viver do prestígio do carro, e agora que foi ultrapassado,
é o prestígio de ter um lareira. Ou seja, aumentaram-se as necessidades,
os valores que permitem a qualidade, mas não se aumentou a cultura. Eu
não vejo mundo rural e mundo urbano, eu vejo a situação gravíssima da
sociedade. Não temos uma sustentabilidade que nos garanta o futuro,
nem que nos garanta a independência. O que é mais grave! Porque sem
cultura, sem identidade cultural não há independência.
Entrevista de Luís Chaves (Minha Terra) e Maria do Rosário Aranha
Bem hajam 
Carlos Fernandes


Os bonecos de Santo Aleixo


Este grupo, de composição essencialmente rural, percorria o Alto Alentejo apresentando os seus espectáculos. Terão tido origem na aldeia que lhes deu o nome.Estas marionetas actuam num pequeno retábulo de madeira que possui uma rede dupla de cordéis, colocada verticalmente entre os bonecos e o público. A iluminação é feita através de candeias de azeite e possui cenários pintados em cartão. As marionetas são de varão, manipuladas por cima, extremamente simples e de dimensões reduzidas, podendo ter entre vinte a quarenta centímetros. O acompanhamento musical é feito por uma guitarra portuguesa. O repertório compreende peças de tradição secular, de teor mais especificamente religioso, bem como textos pertencentes à chamada literatura de cordel.Os seus personagens carismáticos são o Padre Chancas, representante da autoridade eclesiástica, e o Mestre Sala, o mestre de cerimónias, que por tradição tem uma moca, com a qual castiga ou abraça o Padre, enquanto o mesmo prega.Existem registos da sua existência já no século XVIII, como nos diz Padre Joaquim da Rosa Espanca in “Memorias de Vila Viçosa”, onde refere terem sido apreendidos e mandados queimar títeres de Santo Aleixo, em 1798.

Bem Hajam 
Carlos Fernandes


sábado, 13 de dezembro de 2014

O Grande Mestre dos presépios, Machado de Castro...

Presépio Machado Castro
Em Portugal, os primeiros presépios públicos de que há memória datam do século XVI - há referência à existência de pelo menos dois em Lisboa. No século XVII estes começam a espalhar-se um pouco por todo o País, sendo, no entanto, no século XVIII que se realizam não só os maiores como também os mais bonitos presépios, alguns dos quais ainda hoje considerados autênticas obras de arte.
E é precisamente neste século, mais concretamente no reinado de D. João V, que o presépio barroco começa a desenvolver-se em Portugal, notabilizando-se a produção destes símbolos da Natividade pelas mãos de grandes barristas, nomeadamente Machado de Castro, António Ferreira, Barros Laborão ou ainda Manuel Teixeira.
De todos, é, no entanto, Machado de Castro que surge imediatamente conectado com a elaboração de presépios. Responsável pela construção de diversas obras emblemáticas como a Estátua de D. José I ou a fachada da Basílica da Estrela (ambas em Lisboa), é, todavia, como autor de presépios que viria a tornar-se famoso. O seu nome ou o da sua escola surgem associados a vários presépios que se encontram espalhados de norte a sul do País.
Mas é, de facto, em Lisboa que se podem observar aqueles que acabam por lhe dar maior projecção como artista. São eles o da Sé Patriarcal de Lisboa, construído em 1776, e o que está na Basílica da Estrela, datado do ano de 1782.

Aproveitem e visitem estas preciosidades  em Lisboa, nomeadamente na Sé Patriarcal de Lisboa e na Basílica da Estrela
Bem hajam 
Carlos Fernandes

Sé Patriarcal de Liboa
Basílica da Estrela 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A.ruralidades: A vida colorida de uma aldeia alentejana, São Cris...

A.ruralidades: A vida colorida de uma aldeia alentejana, São Cris...: Sabe-se que a cor pode influenciar muito o estado de espírito de uma pessoa. E quando é usada numa escala comunitária os efeitos po...

A vida colorida de uma aldeia alentejana, São Cristóvão um monte de emoções




paragemSabe-se que a cor pode influenciar muito o estado de espírito de uma pessoa. E quando é usada numa escala comunitária os efeitos podem ser ainda maiores. Foi isso que a arquitecta Verónica Conte fez na aldeia de São Cristóvão (Montemor-o-Novo), com a colaboração dos habitantes. O resultado é tão bonito que vale a pena olhar, olhar e olhar.
Pintar e desenhar fachadas de casas com cores e motivos escolhidos pelos habitantes de uma aldeia alentejana foi o desafio levado a cabo por Verónica Conte no âmbito do seu doutoramento em Design, realizado na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Com o tema “A Cor na fachada arquitectónica residencial – identidade, cultura e participação pública”, o projecto tornou-se uma residência artística denominada “ViverCor – Corabitando”.
O objectivo passou por envolver a comunidade da aldeia de São Cristóvão, com o intuito de pintar sobre as barras das fachadas das casas, chaminés e em redor das portas e das janelas, desenhos e expressões locais. Depois de terminado o trabalho, percebe-se bem o que o simples facto de se envolver os habitantes numa acção destas conseguiu: alegria, orgulho e integração. Um excelente exemplo a ser replicado noutros locais do país, que tanta falta têm de cor e amor, nem que seja na forma de palavras.

vamos mais longe. nao venhas tarde
“O ponto de partida para os desenhos são objectos pessoais importantes para os participantes quer seja pelo sentido estético quer pelas memórias ou afectos que evocam.”
Verónica Conte
 amor- amor- amor
“Nesta partilha onde o privado (às vezes intimo) é transposto para o espaço público, criamos para São Cristóvão imagens singulares, uma mensagem poética de conjunto, afirmamos identidades individuais e colectivas, fabricamos paisagem.”
Verónica Conte
        Bem hajam 
         Carlos Fernandes
abensonhandoraizes para voltar- motivos para ficar
a liberdade comeca nas tuas maos